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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cavalo preto

Nas noites sombrias das favelas
todos esperam o cavalo preto
que vem fazendo barulho pelas ruas
com suas ferraduras blindadas.

O cavalo feito para matar
aterroriza a quem deveria proteger
não respeita ninguém
Quem ele procura para condenar
já é condenado desde pequeno
Quando ele os encontra suas sentenças
já foram aplicadas.

Todos na cidade o conhecem
quem mora lá acha que ele deve
continuar matando e atemorizando
Quem mora aqui pensa que ele não deveria existir.

E neste jogo de empurra, empurra
O cavalo vai se criando
Com o sangue de inocentes
e as ruas da cidade nas favelas inundando.

Enviado para o Foto&Jornalismo Maré

Eu, Você o poema e o livro

A poesia escrita a caneta no livro de Machado de Assis demonstrava toda a paixão pela colega de faculdade. Quando recebeu o livro do até então colega não imaginava a surpresa reservada nas primeiras páginas do livro.

-Tenho um presente para você!
-Legal! Adoro ganhar presente.

Quando leu a dedicatória, que na verdade era um lindo poema de amor, ficou roxa e quase engasgou. Afinal, nos tempos atuais não é muito comum receber um poema de presente de um homem. Naquele momento, pensou que poderia ser engolida pela terra ou arremessada por uma catapulta para a barraca de cachorro-quente que ficava do outro lado da rua.
O que poderia dizer naquele momento? Legal! Não... ele deveria estar esperando outro comentário. Hummm já sei! Poderia agarrá-lo e dar um beijo do tipo desentupidor de pia, colocar nossas fotos no orkut, fazer depoimentos com juras de amor eterno e terminar o namoro dois meses depois. Talvez isso também não seja legal. Caramba, porquê ele foi fazer isso logo agora, me pegar assim tão desprevenida? Eu ainda nem terminei de ler meu livro de auto-ajuda. Já sei! Posso sair correndo... Não, ele vai me achar insensível. Poxa, nunca pensei que fosse tão difícil saber o que fazer. E se eu fizer algo errado? E se eu não fizer nada, ficar simplesmente olhando nos olhos dele até ele cansar e ir embora? Xiii, isso já ta ficando chato, tenho que decidir logo.

- Então, quer ir comer um cachorro-quente comigo ali do outro lado?
- Sim, adoraria!
- Então, vamos.



Por Foto&Jornalismo Maré

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Eu, Você o poema e o livro

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Os muros que circundam as favelas

O que é a favela?

terça-feira, 21 de julho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Maré de memórias







Por Foto&Jornalismo Maré

Com o objetivo de resgatar e contar um pouco da história de seus moradores, surge por iniciativa do CEASM (Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré) através de um projeto chamado Rede Memória o museu da Maré. Inaugurado a três anos, o museu – primeiro em favela do Brasil- já recebeu mais de nove mil visitantes que puderam não só conhecer a história do surgimento do maior complexo de favelas do Rio de Janeiro como também saber um pouco mais da história da cidade.

O acervo do museu é composto por fotos - retiradas do Arquivo Nacional – e por objetos doados pelos próprios moradores. Um dos objetos mais interessantes que compõem o museu é a replica de uma palafita – moradia feita em madeira muito comum na Maré nos anos 80- toda decorada pelos objetos que faziam parte do cotidiano dos primeiros moradores da Maré.

O museu recebe atualmente uma média de 20 pessoas por dia das quais a maioria são de moradores da Maré, mas além da visita dos moradores o museu recebe também visitas internacionais. Estudantes, pesquisadores e museólogos de outros países dentre os quais estão Estados Unidos, Canadá e Holanda.

Desde a sua inauguração o museu já recebeu diversos prêmios e dentre eles estão o Prêmio Cultura Viva e a Medalha de Ordem do Mérito Cultural. Atualmente o museu conta com uma exposição permanente que é dividida em doze tempos não-cronológicos, onde, por exemplo, uma sala conta a história dos migrantes, outra refere-se à infância dos moradores, outra ainda recorda episódios da resistência social das comunidades. Além dessa exposição permanente o museu recebe também mostras itinerantes em parceria com outros espaços culturais da cidade.

O museu funciona de segunda à sexta-feira das 9h às 18 h e aos sábados de 10h às 12h na Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré, e o telefone para contato é o (21) 3868-6748.